28/09/14

Amizade parte 2

Eu  sou de apegos, mas despegando ao mesmo tempo. Quando me considero amiga de alguém, para mim, tenho de sentir que esse alguém é meu amigo de igual forma. Faço questão que os meus amigos saibam o que penso deles, como me sinto quando estou com eles. Constato que ajo de maneira diferente conforme os amigos que tenho, isto é, conforme a personalidade de cada um, adapto a minha forma de estar com eles. Vai depender do que cada um terá como inspiração, o que o move, o que sente, o que o faz agir. Mas, no fundo, a minha essência está sempre presente, deparo é com a minha mudança de humor, de sensações, de sentir que vai mudando conforme os meus amigos interagem comigo. Gosto de me emocionar com os meus amigos, gosto de rir às gargalhadas, gosto de sentir como é estar com eles! Só não gosto de racionalizar as minhas emoções, já há muito tempo que percebi que sou um ser emotivo, e contudo, sei que tenho de deixar só e apenas fluir!
Todos me inspiram, todos, sem excepção, amizade para mim, quando partilhada, tem de ser para contribuir para minha evolução pessoal e consequentemente que de mim, possa contribuir para evolução dos meus amigos também. Gosto de usar a minha sensibilidade, ou seja, a meu ver, não é porque seja amiga de alguém, que tenha de estar sempre a falar com os meus amigos. Para mim, é importante sentir, perceber quando eles precisam do seu espaço. O respeito pelos meus amigos é fundamental para que a relação seja plena.  Tenho de admitir, que ao longo de 30 anos, tem havido já um número muito grande de antigos amigos dos quais, já não estão na minha vida Ás vezes penso sobre o motivo que me tem afastado desses amigos, teria sido que tudo o que tinha de aprender com eles, já aprendi? Uma época passada, a qual, foi isso mesmo, um momento que fazia parte ser partilhado com eles e depois, já não faz sentido crescermos juntos? Penso que sejam essas as respostas.
Não tenho uma melhor amiga, ou melhor amigo. Não tenho, mas, considero e sinto que tenho uma mão cheia de meus melhores amigos. Os que considero especiais, que tocam o meu coração de forma mais profunda. Aqueles seres que aparecem na minha vida, nos quais sinto que tudo faz sentido quando estou ao lado deles, que despertam o melhor em mim, em que as almas tocam em afinidade e cumplicidade.
Desentendimentos tenho tido, por vezes devido a afirmação de atitudes, lutas de egos, enfim, que existem inevitavelmente entre amigos. Quando tudo se resolve, é sinal para mim que vale a pena não ter desistido dessa pessoa. Quando não se resolve, como já tem acontecido, eu acabo por desligar, e acreditem que é preciso muito mesmo eu desligar de alguém que de alguma forma  tocou a minha vida, com boas memórias. Mas, lá está, o respeito vem sempre à tona e acaba por ser o mote que guia a minha decisão, respeito por mim mesma em não implorar amizade e respeito pelo outro que quer seguir o seu caminho sem mim. E sim, já me aconteceu uma situação dessas.
Daí eu logo no inicio do texto ter falado sobre apego...visto sem ser de uma forma negativa, em que se vê no outro alguma salvação para a nossa vida. O apego de que falo, é no sentido do cuidar do outro, do querer saber do seu bem estar e quando sinto e percebo que tudo está bem, desapego-me, não preciso estar sempre " em cima" da pessoa, tal como também não gosto que façam isso comigo. Mas, os meus amigos, os tais, especiais, esses sim, estão sempre no meu coração. Obrigada por me entenderem!
 
Fico por aqui

1 comentário:

Sandra Pita Soares disse...

Adorei Fátima. .. esse tema do apego, desapego... tens uma escrita fluída e bonita. Continua. Com amor, sandra