18/05/09

Um ano de blog

Tenho reaprendido a viver desde o último ano para cá. Tenho reaprendido sobre afinal quem eu sou agora, não foi em vão que criei este blog, foi para que todos os meus pensamentos que andavam num torbulhão após a despedida do meu pai no campo terreno se organizassem, no fundo, o que ando a fazer desde o último ano, é aprender a viver sem ele, vamos ver, as pessoas são autónomas, cada um vive sem que o outro o diga para o fazer, mas cria-se o hábito da presença de quem está próximo de nós especialmente de quem nos é querido, e quando a falta surge, é como que escapar por um vacuo o qual nos atira para uma nova dimensão onde a partir daí é só seguir um novo caminho que se apresenta á nossa frente, um caminho por desbravar...
E num ano fui criando muitas defesas para me proteger de depressões, fui mantendo na prática a confiança que o meu pai sempre me deu. Lógico que enfraqueço por vezes, lógico que caio muitas vezes, mas nada faria sentido se não mantesse dentro da minha memória o sorriso confiante que o meu  me deixou, esse é um tesouro que me irá acompanhar sempre. 
Obrigada a todos os que lêem o que partilho, a todos os que fui conhecendo neste ano, pessoas que como eu, falam de si e assim vou eu conhecendo melhor a natureza humana e sentirme próxima de todos.

Até á próxima

3 comentários:

icas disse...

Parabéns pelo blog e pela coragem =)

E lembra-te "Todas as maravilhas de que precisamos estão dentro de nós."

BEijinho grande

izzie disse...

Amiga... se te disser PARABÉNS, por tudo!... Sei que sabes do que estou a falar e o que estou a sentir :)

Beijo grande,

Daniel Silva (Lobinho) disse...

A simplicidade com que escreves, denota também como te consegues superar e usas a inteligencia do coraçao e a da mente.

Nao gostaria de falar em algo que te é tao caro, mas a minha Mãe também se foi embora ha 3 anos e a dor é indizível... Eu dizia que acima de Deus havia a minha Mãe.

nao queria falar disto mas deixa-me dizer-te: tenta fazer com que pelo tempo, pelos amigos, pelo blogue, por ti mesma, o teu pai seja uma bonita saudade... e nao um cancro a corroer-te... sei o que digo.

beijinhos e parabéns pelas tuas metamorfoses