08/05/10

Eu e os Papas parte 1

Tinha eu 3 anos, quando houve noticia que o Papa tinha sido baleado na Pça do Vaticano, isto a 13 de Maio de 1981. Os meus pais sempre foram muito ligados a Fátima, desde pequena que me recordo de lá ir e de gostar, sim gostava, sentia-me bem naquele local de paz. ( e ainda sinto)
Um ano mais tarde, veio o Papa a Portugal, a fim de agradecer por ter sobrevivido ao atentado, e nessa altura fui ao Parque Eduardo VII e a Fátima, apesar de ser apenas uma criança muito pequena, recordo-me de saber que o Papa era uma pessoa importante, o chefe da Igreja, assim me explicavam os meus pais. E tentava estar atenta a ver se conseguia ouvir a sua voz no meio da multidão.
Em 1991, já adolescente, com 13 anos estive no Estádio do Restelo e também em Fátima, aí já tinha uma definição mais concreta sobre o que o Papa significava para mim, e via nele além de ser um homem da paz, simpático, carismático, muito humano, via nele alguém que protegia o mundo com as suas orações, que tinha palavras de reconciliação para o mundo, que projectava um futuro melhor para todos.
E dentro de mim crescia cada vez maior admiração pela figura do Papa, até a sua própria voz projectava paz, protecção...
Quando a sua figura desapareceu do mundo dos vivos, eu disse para mim mesma, não vou precisar de mais Papa algum, este basta para mim, pois ele deixou muito para eu aprender.
Vejo João Paulo II como uma figura histórica, humana e religiosa.

(tem continuação)

Até á próxima

7 comentários:

Ana disse...

Gostei deste "post".
O Papa tem para cada um significado diferente!
È Bom saber que para ti só existe um!

Beijinho grande!

Paulo Vicente disse...

O João Paulo II foi "o papa" durante anos e anos, tinha carisma e de alguma forma fazia as pessoas ver o lado positivo da religião dele.

Agora o sucessor tem um belo problema, como sair da sombra de alguém que deixou tantas recordações?

Como enfrentar o lado escuro e intolerante da sua própria religião? Por alguma razão ela "engasgou-se" com o facto dos homossexuais poderem ter direitos como as outras pessoas e insiste em lutar contra isso.

O João Paulo II conseguia dar a ideia de que o essencial para a religião dele era a esperança ou a caridade e não impedir que os seus sacerdotes se casassem, ou que a Ana e a Maria adoptassem uma criança.

Infelizmente o Bento XVI não parece ter este "jeito", pior para ele, a igreja católica vai mudar e adaptar-se ao mundo em que existe, com ou sem ele.

anf disse...

Eu também não consigo ver este como o meu Papa, talvez por ter crescido com outro, foram muitos e bons anos, boas recordações,
para mim foi e será João Paulo II,
beijo

izzie disse...

Concordo em tudo!
Quase parecem as palavras que penso quando me lembro dele.

Beijinho grande,

Olhos Dourados disse...

Também simpatizava mais com o anterior Papa.

Rosa Carioca disse...

Tinha uma grande esperança em João Paulo I. Adivinhava-se muitas mudanças. Infelizmente, seu papado durou apenas 33 dias...
João Paulo II era carismático, muito inteligente, via "longe".
Vejo os Papas como homens que estudaram bastante e diversificadamente. Que devem ter grande sabedoria. Não simpatizo com este Papa... Porquê? O olhar dele transmite-me "medo"...

Marta disse...

Acho que todos nós temos o nosso Papa.Eu nasci e cresci com João Paulo II.João Paulo II foi sempre mais humano,carismático e fazíamos ver a religião de outra perspectiva.
Bento XVI,com a sua vinda a Portugal,fez-me mudar de opinião em relação enquanto ele sendo Papa e humano.