15/05/10

Eu e o Papa parte 2

E ontem terminou a visita do Papa em Portugal. Dia 11 em Lisboa, esteve no Mosteiro dos Jerónimos, para ser recebido pelas autoridades, ao entrar dentro do Mosteiro foi recebido por um coro de crianças. Fez um breve recolhimento a rezar virado para o altar e em seguida prossegue para visitar o claustro acompanhado de uma visita guiada feita pela conservadora do Mosteiro. Sai do Mosteiro e avança em cortejo no papamovél em direcção ao palácio de Belém.
E fiquei como que aliviada por sentir dentro de mim algo que pensava ser pouco provável - ternura e emoção ao ver um Papa...a sorrir e embevecido por ser recebido assim por aquelas crianças que com a sua generosidade se disponibilizaram para o receber com cânticos.
Notei assim um lado que desconhecia deste Papa, e a única coisa que me posso acusar é de falta de informação, fui sim renitente a o não aceitar, a ver nele um homem diferente porque primeiro antes do ser religioso que ele representa, está em cima de tudo o homem que ele é, e esse lado para mim estava a ser visto de forma turva, influenciada pela ideia geral a que me deixei direccionar para o ver de uma determinada maneira, e que a meu ver depois de constatar pelos meus próprios olhos e ao que senti pelas imagens que vejo fazem me cair em mim, na verdade que é aceite em mim e não vinda de mais lado algum.
Pude vê-lo na Praça do Comércio, e o sorriso que tinha era de verdadeira satisfação, mais o ouvir da sua voz a rezar o Pai Nosso são as lembranças que trago em mim.
Acabei de saber que ele não esperava ser tão bem recebido como foi.
Obrigada Bento XVI, que até á data eras só e apenas Joseph Ratzinger.
E obrigada Daniel pelos textos que escreves.
Até á próxima


4 comentários:

CG disse...

Houve alturas em que só de o ver na televisão, me emocionei. Nunca imaginei.
Big Kisses

Olhos Dourados disse...

Às vezes é preciso ver para crer!

Marta disse...

Eu pude acompanhar a visita de Bento XVI a Portugal pela tv em alguns momentos mas acompanhei de perto a chegada dele a Fátima e o ambiente que estava à sua chegada,quando ele rezou o Santo Rosário e a procissão das velas,foi muito emocionante ver tudo aquilo na frente dos meus olhos.Fez-me ver a fé do povo português e a minha própria fé.

Miguel disse...

Sou uma pessoa bastante relutante em relação a muitas posições extremas por parte da igreja e, apesar de não acreditar nos alicerces que a sustentam, admiro a fé das pessoas seja de que forma for, porque acho que todos precisamos de acreditar em algo. Bento XVI trazia com ele uma fama que o precedia e que não era de todo agradável, porque o anterior Papa era simpático e afável, porque raramente o viam sorrir, porque era alemão - e aí está o risco de generalizarmos, como se todos os alemães fossem frios e antipáticos. Com um bocado de trabalho de casa à mistura, porque nem tudo foi natural e expontâneo, Bento XVI conseguiu suavizar alguma da minha aspereza em relação à igreja católica e aos homens que a representam.