10/03/10

Defesas

Onde as buscar? Sabendo que when a heart is broken, there's nothing to break. Assim canta o Robbie, e é assim que ainda me sinto desde aquele post que deixei o vídeoclip do Tripping .
Foi só um pedido de ajuda .
Sabem, quando depois de termos consciência que não podíamos ter sido melhor com tal amigo/a e depois recebemos um balde de água fria, dá vontade de mandar tudo para o alto, não é? Ou de me isolar por uns momentos, com os olhos a lacrimejar, pensando como é incrível, eu gostar sempre mais de alguém e não receber em igualdade o que eu dou. A falha deve ser minha. E por aí fora.
Mas depois, lá estão "eles" com gestos de carinho, como se nem tivesse acontecido nada, e sim, acabam por demonstrar que afinal gostam de mim da mesma maneira do que eu...
Mas, o pior é que isto de ficar magoada acontece-me com alguma frequência, alguém saberá explicar porquê? Serei insegura? verei coisas onde elas não existem?...enfim, não sei. Mas e então o que me levará a magoar-me?

Até á próxima

3 comentários:

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Insegurança ou sensibilidade extrema! Ou projecções contínuas! Lembras-te do meu post "Não ames uma ilusão alguns dias atrás? também pode estar parcialmente aí a resposta.

Por vezes estamos tao concentrados num objectivo que se torna uma obsessão. Permitior liberdade ao outro e a nós mesmos é muito importante, sob pena de se ficar confuso. DE resto, o amor sempre foi algo que deu para inúmeros romances. E olha que em tanta gente apaixonada, poucos sao os que amam verdadeiramente, porque asmar é muuito mais do que a satisfação dos dois ou uma realção eterna. Amar é todo outro mundo que nos deve levar a nao platonizar o oputro para sermos nos as vitimas dessa ideia, desse suposto amor.

estes teus posts sao catarticos, nao são? :)

beijinhos amigos

Paulo Vicente disse...

Bem, serás um pouco insegura, e sim provavelmente vês coisas onde elas não existem.

A boa noticia é que não estás sozinha, as pessoas à tua volta têm os mesmos medos, as mesmas dores de cabeça.

Era giro se houvesse maneira de toda a gente se entender com toda gente perfeitamente, mas as coisas não são assim. Tentar deduzir o que passou pela cabeça de uma pessoa é como reconstruir a vida de uma tribo neolítica através dos bocados de cerâmica que deixaram para trás. Não é fácil, não há certezas, não vais ficar a saber a história toda.

Não há métodos milagrosos para não levar com baldes de água fria mas podemos continuar a viver depois eles, são um problema, não são o fim.

Se precisares de te refugiar na tua "carapaça" por um pouco para te recuperares, faz isso, mas depois volta a pôr a tua cabeça de fora e a interagir com o mundo.

Há montes de pessoas divertidas e bonitas pelo mundo fora, vais ser ignorada por umas, receber os tais baldes de água fria de outras, mas se continuares a tentar e a tentar, alguma vez tens de acertar!

Rosa Carioca disse...

Nesta matéria... sou "mestre" em receber baldes de água fria. Durante muitos anos fiz essas mesmas perguntas. Se encontrei as respostas? Talvez... Hoje tento mentalizar, todos os dias, que os outros raramente vão agir como nós gostaríamos. E por quê? Porque os outros são como são, simplesmente. Acabei de receber mais um balde de água fria e agora? Será que é desta que vou aprender a não me dar demais? Não sei. Mas vou seguir em frente e, para já, vou pensar em mim, em primeiro lugar. É dificíl encontrarmos a nossa alma gêmea...